Festival de Cinema Francês do Brasil: Fabienne Godet fala sobre a comédia “Voz de Aluguel” e o alcance internacional do cinema francês

Diretora e ator estiveram no Brasil para o Festival Cinema Francês do Brasil, que entregou uma edição especial com a presença de grandes nomes do audiovisual francês, incluindo Isabelle Huppert, Pierre Richard e outros convidados que participam de sessões e encontros com o público ao longo de novembro.

Fabienne Godet marcou presença no país como diretora de Voz de Aluguel (Le Répondeur), uma comédia que se afasta das estruturas tradicionais do gênero ao explorar identidade, escuta e reinvenção pessoal. Durante a conversa, a cineasta comentou sobre o desenvolvimento da história para o cinema, destacando a necessidade de transformação dos personagens e a importância de retornar ao essencial para a narrativa poder seguir viva e em constante criação.

“Voz de Aluguel” adapta uma história diferente do que estamos acostumados. Como foi desenvolver essa história para o cinema?

Fabienne – Esse filme foi baseado no romance “Le répondeur“, de Luc Blanvillain e depois encontrou um caminho mais próximo do teatro. O mais importante nesse processo foi continuar acreditando na história e seguir criando, mesmo mudando a forma de contá-la. Então ele precisou de uma grande transformação para poder voltar ao essencial, àquilo que realmente fazia sentido pra ele.

Com seu primeiro longa elogiado pela crítica (Sauf le Respect que Je Vous Dois) e seu documentário indicado ao prêmio César (Ne Me Libérez Pas, Je m’en Charge), você sentiu alguma influência dessas experiências na sua forma de dirigir e escrever Voz de Aluguel?

Fabienne -Sim, com certeza. Cada projeto deixa marcas. O cinema de ficção me ensinou muito sobre estrutura e personagens, enquanto o documentário me trouxe um olhar mais atento para o real, para os detalhes humanos. Em Voz de Aluguel, essas duas experiências se misturam naturalmente.

Fabienne Godet e Salif Cissé em entrevista para o Capivara Alternativa
Como você enxerga a recepção internacional das comédias francesas hoje?

Fabienne -O cinema francês atualmente tem uma produção muito viva e muito rica, e isso é uma grande sorte em relação a outros países, apesar das dificuldades, porque é cada vez mais difícil poder financiar os filmes. Mas mesmo assim o cinema francês tem essa sorte de ser exibido fora das fronteiras. E claro que não é somente por isso, mas isso também me motiva a contar histórias pessoais ou não, pra poder continuar conversando com o mundo.

Como você enxerga a recepção internacional das comédias francesas hoje?

Fabienne – O cinema francês atualmente tem uma produção muito viva e muito rica, e isso é uma grande sorte em relação a outros países, apesar das dificuldades, porque é cada vez mais difícil poder financiar os filmes. Mas mesmo assim o cinema francês tem essa sorte de ser exibido fora das fronteiras. E claro que não é somente por isso, mas isso também me motiva a contar histórias pessoais ou não, pra poder continuar conversando com o mundo.

Godet evidenciou um olhar atento às transformações humanas e ao próprio fazer cinematográfico. Ao falar sobre ‘Voz de Aluguel’, a diretora revela um processo criativo guiado pela reinvenção e pela vontade de manter o cinema como um espaço de diálogo contínuo, capaz de atravessar fronteiras e se comunicar com diferentes públicos. A participação no Festival Cinema Francês do Brasil enfatiza a relevância do longa como uma obra com identificação universal.

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