CRÍTICA | Folhas de Outono é lindo e único.

Folhas de Outono foi o vencedor prêmio do Júri no festival de Cannes deste ano, o filme leva consigo uma abordagem extremamente única do diretor Aki Kaurismäki.

Durante aquela 1 hora e 21 minutos os protagonistas se apaixonam e sofrem por seus trabalhos e problemas pessoais e nós como telespectadores sofremos junto, tudo nesse filme ao mesmo tempo que parece fora da realidade é algo muito real e pé no chão, todos os problemas pessoais são coisas extremamente reais.

Em vários momentos tudo parece se passar em outra época, mas detalhes como o filme que passa no cinema e notícias no rádio mostram que aquele filme se trata do tempo atual, e é extremamente interessante o jeito que Aki não quer que seja algo super futurista ou super atual, mas uma história rômantica atemporal.

O romance entre Ansa (Alma Pöysti) e Holappa (Jussi Vatanen) é lindo, porque durante todo filme sentimos as faíscas e os protagonistas apaixonados, mas não é necessário um beijo de cinema para entendermos isso, apenas com suas falas já percebemos o quanto um se importa com o outro.

Folhas de Outono é uma obra romântica extremamente linda e engraçada, com seu humor único, Aki Kaurismäki mostra que não é necessário nada enorme para se fazer uma linda história de amor.

Nota Final: 5/5

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