Pinóquio | Nova versão aposta em uma releitura mais artística sem abandonar o clima de fábula

Nova versão de Pinóquio traz abordagem mais artística e urbana, com foco em teatro, música e novas leituras sobre relações e amadurecimento

Com o passar dos anos, ‘Pinóquio’ teve várias versões diferentes. Em 2026, teremos uma nova maneira de ver essa história. O novo filme se conecta diretamente com “As Aventuras de Pinóquio” de 1976, que por sua vez adapta o livro de Aleksey Tolstoy, inspirado no conto original de Carlo Collodi. Essa nova versão assume essa herança e constrói sua própria leitura, abrindo o filme com uma abordagem sobre amor verdadeiro e respeito.

A narrativa mantém o tom de fábula e fantasia, mas escolhe um caminho mais centrado na cidade e no cotidiano dos personagens. O universo parece mais próximo, menos distante, mudando a forma como a história se desenvolve e trazendo a fantasia para um espaço mais reconhecível.

Pinóquio‘, distribuído pela Paris Filmes, estreia nos cinemas brasileiros dia 16 de abril de 2026.
Mudanças que reformulam personagens e símbolos

O filme aposta em uma leitura mais artística, com destaque para teatro, música. Existe um foco maior na atuação e na estética das cenas, criando uma experiência que valoriza o aspecto visual tanto quanto a narrativa. As músicas seguem uma linha mais regional, com grande influência italiana, reforçando o ambiente onde a história se passa. O Grilo Falante não aparece como personagem nesta versão. No lugar dele, o filme introduz três baratas: Alessandro, Giovanni e Anton. Alessandro assume a função de narrador, conduzindo a história. Ainda assim, existe uma referência sutil quando Carlo entra na sala dos desejos e o som de um grilo aparece ao fundo.

Em meio à proposta mais leve, a produção entrega momentos que funcionam como reflexão. Em determinado ponto, surge a frase “você não pode ser amigo de pessoas que te quebram”, que conversa diretamente com a trajetória do personagem. A fala funciona na história e também fora dela, abrindo espaço para outras interpretações.

A mistura entre tradição e nova leitura

Buratino é o protagonista do conto russo de 1936 “As Aventuras de Buratino”, uma releitura direta do Pinóquio italiano. O personagem, um boneco de madeira de nariz comprido, se tornou extremamente popular na Rússia, ganhando adaptações no cinema em 1959 e 1975. O próprio nome vem do italiano burattino, que significa “boneco de madeira” ou “marionete”, reforçando essa conexão entre as duas versões.

Mesmo com esse olhar mais artístico, a obra mantém um clima leve, próximo de uma sessão da tarde. A história é fácil de acompanhar, mas não deixa de construir sua própria identidade. Dirigido por Igor Voloshin e com distribuição nacional da Paris Filmes, Pinóquio segue um caminho que respeita suas origens, mas prefere reinterpretar a história, ajustando elementos e criando uma versão que dialoga com diferentes gerações.

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