Origem do BRAZA está na transição artística de ex-integrantes do Forfun e na busca por uma nova linguagem musical brasileira.
A origem do BRAZA remonta a 2016, quando três integrantes do Forfun, Danilo Cutrim, Nicolas Fassano e Vitor Isensee, decidiram encerrar um ciclo e iniciar outro, sem a intenção de dar continuidade direta ao projeto anterior. Criada no Rio de Janeiro, a banda surge como um espaço de experimentação de sons, incorporando reggae, rap e música brasileira a partir de uma lógica mais rítmica, coletiva e voltada à dança.
Completado por Pedro Lobo, que entrou oficialmente em 2018, o BRAZA se estrutura como um quarteto interessado em cruzar referências jamaicanas, africanas e brasileiras. A proposta se apoia no reggae como eixo central, mas avança por gêneros como rap, rock, baião, soul e ritmos afro-brasileiros, sempre com atenção ao corpo, ao movimento e ao ambiente de “baile” que define boa parte de sua identidade sonora.
O disco de estreia, BRAZA (2016), apresenta essa base em faixas como “Segue o Baile” e “Oxalá”. Já Tijolo por Tijolo (2017) amplia o discurso ao observar o cotidiano urbano brasileiro, mantendo a produção independente e a estética direta. O EP Liquidificador (2018) marca um momento de pesquisa mais explícita de ritmos de matriz africana, como ijexá e afrobeat, enquanto EITA (2022) reflete um Brasil pós-pandemia ao incorporar baião, samba, xaxado e drum’n’bass ao repertório.
Em 2025, o grupo lançou Baile Cítrico Utópico Solar, seu quinto álbum de estúdio, consolidando a ideia de música como celebração e comentário social. A trajetória também se reflete nos palcos: o BRAZA já passou por festivais como Lollapalooza, Rock in Rio, João Rock e Planeta Atlântida, ocupando um espaço que transita entre a música popular, o circuito alternativo e o entretenimento de grande escala.
Enquanto o BRAZA segue em atividade, o Forfun voltou aos palcos entre 2023 e 2024 com a turnê de reencontro Nós, incluindo uma apresentação no I Wanna Be Tour 2025. A coexistência dos dois projetos ajuda a dimensionar o BRAZA não como uma continuação, mas como um desdobramento artístico, resultado de uma origem que prefere a reinvenção à repetição.
A agenda de shows do BRAZA agora se concentra exclusivamente em São Paulo. No dia 31 de janeiro, a banda sobe ao palco do Cine Joia, na capital paulista, em uma apresentação que dialoga com a fase mais recente do grupo e mantém o projeto em evidência no circuito de shows do início de 2026.