EPIC reposiciona Elvis Presley não como lembrança, mas como experiência viva de palco.
EPIC não se apresenta como mais um documentário de arquivo sobre Elvis Presley. A proposta de EPIC: Elvis Presley in Concert é outra: colocar o espectador diante do artista em performance, como se o tempo não fosse um obstáculo entre palco e plateia. Com trailer e cartaz já divulgados pela Universal Pictures, o longa dirigido por Baz Luhrmann reforça a ideia de cinema como experiência, uma marca recorrente na filmografia do diretor.
Luhrmann não trata Elvis como mito intocável, mas como corpo em movimento. O foco está menos na linha cronológica da carreira e mais na força do show, no impacto que a presença do cantor ainda exerce quando vista em tela grande. É um deslocamento interessante: em vez de explicar quem Elvis foi, o filme pergunta por que ele ainda funciona.
A resposta passa pela própria encenação. Ao apostar em registros de concerto e em uma montagem que privilegia energia, voz e reação do público, EPIC se afasta do formato tradicional de documentário musical e se aproxima de uma imersão sensorial. Não é sobre contextualizar o “Rei do Rock”, mas observar o que acontece quando ele ocupa o centro do quadro.
Esse movimento também dialoga com o histórico recente de Luhrmann, que já havia explorado Elvis sob uma ótica mais estilizada. Aqui, porém, o gesto é menos narrativo e mais direto: o espetáculo fala por si. Para quem já conhece a história, o interesse está no recorte. Para quem não conhece, na experiência.
Distribuído pela Universal Pictures, EPIC: Elvis Presley in Concert se coloca menos como novidade e mais como convite: sentar, assistir e decidir, em tempo real, se a lenda ainda pulsa.