‘O Mandaloriano e Grogu’ leva Star Wars de volta aos cinemas com aventura divertida, ação grandiosa e o carisma irresistível de Grogu.
Depois de cerca de sete anos afastada dos cinemas, a franquia Star Wars finalmente retorna às telonas com ‘O Mandaloriano e Grogu’, longa dirigido por Jon Favreau que expande a história da série de sucesso estrelada por Pedro Pascal. E, apesar da estrutura claramente inspirada em episódios televisivos conectados, o filme entende perfeitamente o que faz esse universo funcionar há décadas: aventura espacial, criaturas carismáticas, batalhas explosivas e o sentimento de estar acompanhando uma jornada galáctica gigantesca.
A trama acontece logo após os eventos da terceira temporada de “O Mandaloriano” e acompanha Din Djarin e Grogu trabalhando para a Nova República. A missão da vez envolve caçar remanescentes do Império e investigar um misterioso senhor da guerra enquanto tentam resgatar Rotta, sobrinho de Jabba the Hutt, em troca de informações importantes para o futuro da galáxia.
Grogu continua sendo a alma emocional do filme
Mesmo em meio a perseguições, monstros gigantes e conflitos galácticos, o verdadeiro coração do filme continua sendo a relação entre Grogu e o Mandaloriano. Após três temporadas acompanhando a dupla, o longa reforça essa dinâmica quase paternal entre os dois, mas agora dando espaço para Grogu assumir um protagonismo emocional ainda maior.
Existe uma certa diversão em ver um guerreiro praticamente silencioso e um pequeno alienígena que mal fala sustentando tanta química juntos. Pedro Pascal segue excelente apenas com a voz, conseguindo transmitir afeto mesmo atrás de um capacete sem expressão. Já Grogu continua roubando todas as cenas possíveis, seja usando a força, interagindo com criaturas aleatórias ou reagindo ao caos ao redor com suas orelhinhas inquietas. Acredito que essa simplicidade seja justamente o que faz tudo funcionar tão bem.

As cenas de ação têm aquela identidade clássica de Star Wars
O filme também abraça completamente a estética clássica da franquia nas sequências de ação. As batalhas misturam coreografias rápidas, combates corpo a corpo, tiroteios caóticos entre Stormtroopers e aquele senso quase operístico que acompanha os confrontos de Star Wars desde a trilogia original. A sequência inicial já entrega exatamente isso ao mostrar Mando e Grogu destruindo um esconderijo imperial nas montanhas enquanto botam tudo colina abaixo.
Jon Favreau também entende o tipo de entretenimento que quer entregar. O diretor mantém o clima descontraído que George Lucas ajudou a construir ao longo das décadas, recheando o filme de pequenas piadas internas e participações inesperadas. Entre os momentos mais divertidos está a participação de Martin Scorsese, que empresta sua voz a um alienígena de quatro braços dono de um food truck espacial.
Visualmente, o filme talvez encontre sua melhor versão nas salas IMAX. A dimensão das naves, o impacto sonoro das batalhas e a escala absurda dos cenários transformam a experiência em algo muito maior do que parecia no streaming. Os monstros também ganham enorme destaque durante boa parte do filme. Criaturas gigantes aparecem praticamente o tempo inteiro, seja em terra, no ar ou embaixo d’água, reforçando essa sensação constante de aventura episódica que lembra muito os antigos seriados espaciais que inspiraram Star Wars.
Uma aventura simples, mas extremamente carismática
‘O Mandaloriano e Grogu’ não parece interessado em estar entre os melhores filmes da franquia, ou ser algo além de uma grande aventura espacial divertida. O longa aposta totalmente no carisma da dupla principal e na nostalgia do universo criado por George Lucas. Ao mesmo tempo, o filme também funciona como uma ótima porta de entrada para novas gerações. Entre criaturas fofas, humor leve e batalhas espaciais, existe aqui um espírito de aventura muito chamativo para quem está entrando agora nesse universo. No fim, é o tipo de filme que demonstra por que Star Wars ainda é tão cativante, mesmo quando opta por ser apenas divertido.
‘O Mandaloriano e Grogu’ já está disponível nos cinemas