O fim da primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos aponta os rumos da dupla Dunk e Egg na adaptação de George R. R. Martin
O Cavaleiro dos Sete Reinos, série baseada nos contos de George R. R. Martin conclui sua primeira leva de episódios apostando menos em reviravoltas grandiosas e mais nas consequências políticas e morais de seus personagens.
O clímax se dá no julgamento dos sete, quando Dunk (Peter Claffey) enfrenta o príncipe Aerion Targaryen (Finn Bennett). A disputa, uma justa de sete contra sete, termina com a retirada da acusação por parte de Aerion, garantindo a sobrevivência do cavaleiro que ousou agredir um membro da família real.
Contudo, a vitória tem custo alto. Baelor Targaryen (Bertie Carvel), Mão do Rei e herdeiro do Trono de Ferro, morre após ser atingido na cabeça pelo próprio irmão, Maekar Targaryen (Sam Spruell), durante o combate. A tragédia desloca o foco do episódio final: não se trata apenas de quem venceu, mas de quem pagará o preço.
Embora Maekar tenha desferido o golpe fatal, Baelor só entrou na arena para defender Dunk. A corte rapidamente transforma o cavaleiro no elo mais frágil dessa cadeia de responsabilidades. A série, coerente com o universo que expandiu em Game of Thrones, deixa claro que honra raramente basta diante do jogo político.

Maekar Targaryen – O Cavaleiro dos Sete Reinos / Reprodução HBO Max
Dunk e Egg em uma nova jornada juntos
Apesar da tensão, Maekar surpreende ao convidar Dunk para tutorar seu filho mais novo, Aegon “Egg” Targaryen (Dexter Sol Ansell). Aerion é enviado para as Cidades Livres, enquanto o príncipe tenta impor disciplina ao garoto, até então escudeiro informal do cavaleiro.
Dunk hesita. Aceita a proposta apenas sob a condição de manter Egg ao seu lado nas estradas do reino. Maekar recusa, relutante em ver o filho longe de Porto Real. A decisão parece definitiva, até que Egg surge, afirmando ter sido enviado para servir novamente como escudeiro.
A cena final reforça o tom agridoce da temporada: Dunk e Egg partem juntos, mas à revelia da autoridade real. Quando a comitiva retorna à capital, Maekar percebe que o filho desapareceu outra vez. O ciclo de desobediência e formação está apenas começando.
A primeira temporada adaptou “O Cavaleiro Andante”. A próxima deve levar às telas “A Espada Juramentada”, segundo conto da coletânea.
Na nova fase, um ano e meio após o Torneio de Vaufreixo, Dunk e Egg atravessam uma Westeros castigada por seca e pragas. A dupla entra a serviço de Sor Eustace Osgrey, cavaleiro decadente que perdeu terras e prestígio.
Assim, o conflito central nasce da disputa por um riacho represado a mando de Rohanne Webber, conhecida como Viúva Vermelha. O embate coloca camponeses contra forças superiores e testa as convicções de Dunk, menos sobre bravura, mais sobre justiça.
Finalmente, renovada e com estreia prevista para 2027, a série mantém o foco em narrativas menores dentro de um universo. Diferente de batalhas por tronos e dragões como House Of The Dragon e Game Of Thrones, aqui o interesse está na construção gradual de dois personagens que, no futuro, terão impacto direto na história de Westeros.