Devoradores de Estrelas: vá ao cinema sabendo o mínimo e sinta o máximo possível

Devoradores de Estrelas é daqueles filmes que a gente sai querendo recomendar pra todo mundo, mas sem contar nada. A experiência surpresa é parte do que torna tudo tão especial.

Uma das principais qualidades do cinema é trabalhar com o lúdico e nos levar para lugares inimagináveis ou criar seres que a gente nunca mais esquece. Depois de tantos que já conquistaram o coração da galera, está na hora de abrir espaço para mais um, e dessa vez literalmente no espaço.

Na minha sessão, eu não sabia praticamente nada do que viria, porque já faz um tempo que evito trailers e prefiro a experiência mais crua possível. Após assistir e aí sim ver o trailer, a conclusão foi: a melhor escolha é entrar no cinema apenas com a certeza de que vai ser inesquecível, tanto pela história quanto pelos cenários do universo que aparecem na tela.

O que você pode saber sem estragar nada

‘Devoradores de Estrelas’ é baseado no livro de Andy Weir, o mesmo autor de Perdido em Marte, e acompanha Ryland Grace, único sobrevivente da missão e com amnésia. Ele acorda anos-luz de casa e precisa usar tudo que sabe pra salvar a Terra, praticamente sozinho no espaço profundo. Uma astrônoma descobre uma linha fina que se estende da órbita de Vênus até o Sol. Depois de muito estudo, cientistas percebem que a nossa estrela está perdendo o brilho e que essa tal Linha de Petrova é a culpada, colocando toda a vida na Terra em risco nos próximos anos. Num esforço internacional, governos do mundo todo se mobilizam para entender não só como parar o processo, mas também por que uma estrela específica entre várias afetadas ao redor continua brilhando normalmente. É daí que nasce o Projeto Hail Mary (nome oficial do título em inglês): uma missão com destino a essa estrela para descobrir o segredo por trás da sua sobrevivência.

Uma narrativa com várias mensagens

A história faz a gente entender o poder de uma amizade verdadeira, questionar até onde estamos dispostos a ir por algo maior que nós mesmos e o quanto podemos deixar princípios e afeto de lado quando a situação aperta. Com isso vem uma reflexão sobre o impacto humano no planeta e a necessidade real de colaboração entre nações quando o problema é grande demais para um só resolver. A solidão do espaço é um peso constante na narrativa, mas é justamente ela que torna cada conexão ainda mais poderosa. A ciência também é tratada com respeito, e o papel do conhecimento e da educação na resolução de crises é um dos maiores pilares do filme.

Direção e elenco que entregam demais

Por falar em pilares do filme, a dupla Chris Miller e Phil Lord, responsável por ‘Aranhaverso‘ e ‘Tá Chovendo Hambúrguer‘, assina a direção e garante aquele equilíbrio entre emoção e leveza que é a marca registrada dos dois. Ryan Gosling, por sua vez, parece que o melhor papel dele é sempre o próximo, e aqui não é diferente. Ele entrega um poço de carisma com um timing cômico afiado que funciona perfeitamente dentro de uma história que poderia facilmente virar algo pesado demais. Não vira. E isso é mérito tanto do roteiro quanto de quem está na frente da câmera.

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