“MANAS”: a fúria silenciosa de um Brasil invisível

Com mais de 20 prêmios, o longa “MANAS” de Marianna Brennand estreia nos cinemas brasileiros em 15 de maio após trajetória arrebatadora em festivais internacionais.

Desde sua première mundial no prestigiado Festival de Veneza, “MANAS” não parou de impressionar. Afinal, o primeiro longa-metragem de ficção da diretora Marianna Brennand foi laureado com o Director’s Award, honraria máxima da mostra Giornate Degli Autori, e, desde então, venceu mais de 20 prêmios. Não por acaso, é um dos filmes nacionais mais aguardados do ano.

Simultaneamente, o longa consolidou uma trajetória internacional invejável. Logo após sua estreia em mais de 20 salas na França, em 26 de março, o filme seguiu encantando plateias ao redor do mundo em mais de 15 festivais de prestígio, como os de Istambul e São Francisco.

Portanto, não surpreende que “MANAS” chegue aos cinemas nacionais com tamanho burburinho. A distribuição fica por conta da Paris Filmes e a estreia está marcada para 15 de maio.

Vozes e o impacto de uma direção precisa

Produzido com o respaldo de nomes consagrados como Walter Salles e os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, “MANAS” exala força, precisão e sensibilidade. Os cineastas atuaram como produtores associados, apostando na potência da história desde o roteiro. Walter Salles foi enfático:

A direção é inspirada, precisa e desprovida de sentimentalismo. Marianna nos oferece um mergulho em um mundo até então invisível.

Além disso, Luc Dardenne ressaltou a intensidade visceral do filme e sua conexão com uma realidade marcada pela violência silenciosa e estrutural. Ele declarou:

A longa história de dominação masculina está inscrita nos corpos das mulheres. Marianna é uma cineasta excepcional.

Manas” – Pôster / Reprodução

Um Brasil que grita: sinopse e contexto

Rodado na Ilha do Marajó (PA), o filme narra a história de Marcielle/Tielle, uma adolescente de 13 anos que vê sua infância ruir entre idealizações familiares e contextos abusivos. Confrontando o destino reservado às mulheres à sua volta, ela decide desafiar o ciclo de violência que aprisiona sua família.

A diretora, que originalmente pensava em realizar um documentário, optou por migrar à ficção após refletir profundamente sobre os limites éticos de expor vítimas reais. Seria cometer mais uma violência contra elas, explicou Marianna, que pesquisou por anos a dura realidade das balsas no rio Tajapuru, onde casos de exploração sexual infantil ainda persistem.

Atuação visceral e protagonismo feminino

Jamilli Correa, estreante no cinema, entrega uma atuação comovente e intuitiva no papel principal. De acordo com Marianna, “ela tem um silêncio preenchido que imprime na tela inúmeras nuances”. Entretanto, ao seu lado, nomes como Dira Paes, Fátima Macedo e Rômulo Braga completam o elenco com interpretações marcantes.

Dira Paes interpreta Aretha, uma policial inspirada em figuras reais de enfrentamento à violência sexual infantil na região amazônica. Porém, a personagem foi escrita especialmente para a atriz, que colaborou com o projeto desde os primeiros passos.

Crítica e Oscar: elogios e apostas

A crítica especializada foi unânime: “MANAS” é profundo, sensorial e necessário. Vittoria Scarpa, do Cineuropa, afirmou que o longa “deixa você atordoado – pela história, pela forma e pelas atuações“. Matthew Joseph Jenner, da ICS, destacou sua “sinceridade impactante“.

Enquanto isso, especialistas no Letterboxd já o listaram entre os favoritos brasileiros para concorrer ao Oscar de 2026, algo que reforça ainda mais sua relevância estética e política.

Equipe de excelência: da fotografia ao roteiro

Além da poderosa direção, o filme contou com nomes renomados em sua ficha técnica. Assim, a fotografia de Pierre de Kerchove, a direção de arte de Marcos Pedroso, a montagem de Isabela Monteiro de Castro e os figurinos de Kika Lopes colaboram para a criação de um universo naturalista e dolorosamente real.

O roteiro, premiado pelo Sam Spiegel International Film Lab, tem assinatura coletiva: Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Antonia Pellegrino, Camila Agustini e Carolina Benevides.

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